quarta-feira, 24 de setembro de 2008

50% é amor... os 50% restante também!




Fazendo juz ao título do blog, finalmente compreendi que somos 100% amor!

Vagamos a vida inteira atrás desse tal de amor. Muitas pessoas já tiveram o privilégio de caminhar de mãos dadas com ele, e outras aguardam anciosamente o momento que o encontro acontecerá. Depois de um tempo ... se reflete... será que já teves o amor em sua vida?

paixão é diferente de amor:

paixão... impetuosidade; amor... segurança... todavia ambos podem, na verdade, devem estar em comum acordo!

Com esse mundo tão moderno, com atitudes tão superficiais, encontros casuais, há uma recordação que aperta o peito, aquela de quando se pensou ter o amor ao lado. Ele estáva lá e hoje admira-se quando as asinhas dessa borboleta batem cada vez mais rápido cortando o ar... será um beija - flor? Não é mesmo uma borboleta que de lagarta não tem mais nada. A grandeza de sua beleza, a diversidade de suas cores e a vontade de conhecer e explorar novas flores em outros jardins sem receio de ser capturada por algum colecionador de belezas naturais não preocupa.

As asas não param de bater, é cada vez mais lindo!

O amor estáva lá. E agora o colecionador de belezas optou por jardins que não haviam flores que durassem mais que a primavera, por um tempo não teve medo de desbravar horizontes, mas depois de muito esperar por esta linda estação ... cansou. Tinha lembranças daquela borboleta que já voara para longe de sua rede... saudosa... e sem compreender por que de fato toma decisões impetuosas de mudar de jardim, resolveu se fixar numa plantação de rosas vermelhas e regá-las todos os dias a fim de que durem o maior tempo possível. Mas não foi possível ainda, por mais que tenha comprado algumas mudas, elas não sobreviveram... de nada adiantou a vontade e a admiração!

Hoje corre a vagar a espera da borboleta.


"e então aconteceu:do fundo de meu coração,eu queria aquela rosa pra mim.eu queria, ah como eu queria. E não havia jeito de obtê-la.[...]no meio do meu silêncio e do silêncio da rosa, havia o meu desejo de possuí-la como coisa só minha. Eu queria poder pegar nela. Queria cheira-la até sentir a vista escura de tanto perfume..." [clarice lispector]


cathy

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Explosão de amor - Marisa Monte


Eu confesso, você não estava nos meus planos
Mas nada pude evitar quando encontrei você
No momento em que a gente se viu
Teu olhar logo me conquistou
Foi tão forte o que eu senti por dentro
Foi explosão de amor
Nosso encontro ficou arquivado na minha cabeça
Eu não pude pensar noutra coisa a não ser você
A paixão tomou conta do peito
Eu já sei, ela não vai embora
Pois você vive dentro de mim 24 horas
Explosão de amor que deixou meu coração em pedaços
Eu quero teu abraço, preciso ter você
Explosão de amor que me deixa de cabeça quente
E por mais que eu tente, não quero te esquecer
Ou toca ou não toca, não é?
Cathy

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Eu sou nós!


O ser humano não nasceu para viver só!
Já dizia o filósofo quando mencionou o andrôgeno para esclarecer as questões do amor. Além do homem e da mulher havia o andrôgeno: dois sexos num único corpo. Como nunca fomos satisfeitos, estes seres subiram aos céus para questionar os deuses sobre sua existência, sendo banidos com a separação dos seus corpos, a fim de que dessa forma sofressem a vagar pelo mundo sentindo a ausência do outro. Assim, surge o desejo de estarmos juntos a alguém. Os androgênos quando se encontravam se abraçavam na tentativa de se fundirem em um só corpo novamente.
Sabias palavras...
Hoje somos nós seres humanos que saimos à procura desse outro, afinal somos incapazes de viver em solidão. Somos completos na presença de outra pessoa para nos amar, compartilhar nossas vidas e tudo o que ela trouxer sejam tristezas ou alegrias.
Somos completos quando estamos com alguém e felizes 100% (o que não tem nada a ver com maxismo) podemos ter felicidade em outros âmbitos da vida, como profissão, carreira, família, porém lá no íntimo sentiremos a falta da presença ... as vezes esse vazio demora uma vida para ser preenchido, outras vezes acontece mais de uma vez; superficialmente! Fora os que lutam contra esta certeza tão natural!
Podemos ser felizes de outras maneiras, mas com certeza ser feliz "junto" tem mais sabor!!!
Cathy

terça-feira, 2 de setembro de 2008

O paradoxo do nosso tempo - George Carlin


Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos.
Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'.
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na despensa.

domingo, 31 de agosto de 2008

Teia de Aranha!


Já era dia de sair de dentro do armário. As teias de aranha eram uma imagem viva dos últimos tempos. Eu já sentia a ferrugem impregnar meus membros superiores. Talvez fosse preciso algumas sessões de fisioterapia. Os movimentos já não eram tão precisos quanto antes. Mas nada que um pouco de determinação e disciplina não resolvesse. O momento era extremamente propício. As palavras borbulhavam dentro de mim. Elas procuravam um significado, um sentido e uma estratégia para extravassar todo o sentimento que residia dentro desse meu corpo de sangue quente. Talvez um pouco de cultura, de senso de justiça, de revolta ou simplesmente de um sentimento puro: o amor.
Hoje peguei a vassoura e fiz a limpeza do ambiente. O tratamento tinha começado, mas seu prosseguimento ... fica a mercê do tempo! Espero que a vontade de escrever não me abandone mesmo sabendo que por muitas vezes a abandono.
By: Mandinha

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Amizade



Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um do outro há de se lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente,
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Há duas formas para viver sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagres.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.

(Albert Einstein)

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Comunicação


Nossa, como o pessoal lá de muito tempo, de antigamente sofriam para se comunicar com entes queridos, mas distantes, ou até mesmo mandar recados, juras de amor, etc. já que o telefone foi uma invenção posterior. Era difícil, de fato, porém sempre se dava um jeitinho...
As mulheres não saiam muito de suas residências e quando o faziam eram sob os olhares constantes dos capangas ou mesmo de seus próprios pais, pois a honra deveria ser mantida. O lugar mais frequentado com certeza eram as igrejas, as quais sob as vistas imortalizadas das imagens santas e pelas bênçãos do senhor grandes amores eram consumados. Tudo isso combinado através de cartas, aquelas que saíram de moda nos tempos atuais. Pois é, a galera não tinha preguiça de deixar o punho firme para cansativamente segurando a caneta, ou o que fosse, despejasse nas inúmeras folhas em branco todo sentimento contido em seu peito. Eram saudações, felicitamentos, enfim. Tudo transmitido por cartas.
O tempo passou... e como passou... e as benditas das cartas tornaram-se obsoletas, ou o que? Completamente substituídas pelos e-mail, msn na era da informática. Nada se compara a emoção de aguardar ansiosamente o carteiro trazer aquele embrulho feito com tanto carinho, mas também qual o sentimento de se comunicar numa alta velocidade com outra pessoa do outro lado do mundo?
Todas estas inovações diminuíram as distancias entre corações apaixonados, famílias desmembradas e amigos em longas distâncias que deslizam seus dedos nos vários cubinhos do teclado que não toca nenhuma canção, apenas expressam lindas palavras, belas frases cujas respostas são instantâneas aos inúmeros questionamentos... "como vai? por onde anda?"
O único problema é ... será que vai chegar um tempo em que~nem sairemos de casa para manter contato?? rss... não há mais ninguém sentado na pracinha nos finais de semana, tem aqueles que deixam de sair de suas casas para curtirem a conversa online, e até mesmo encontros são marcados via web, vê se pode?

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Lábios!!!


Silenciosamente meus lábios encontram os seus, mas sinto inenarráveis gritos e sussurros que me impulsam percorrer labirintos a dentro. É nessa explosão de sensações que desvendo seus segredos subterrâneos que só se revelam ao delicado toque de meus lábios nos meandros de seu corpo. Alcanço o imprescindível. Meus lábios molham os seus desertos e por entre línguas vou preenchendo as suas mais obscuras lacunas. Me deleito em seu corpo e danço no ritmo de seus gemidos. Sua pele tem simplesmente o gosto de minha sobremesa favorita e a textura de meu mais agradável edredom. Assim me lambuzo e me aqueço nas mais deliciosas noites. Enfim, meus lábios encontram a saciedade em você!

"Desculpe meus lábios, eles sentem prazer nos lugares mais inesperados."
Ass: Mandinha

quarta-feira, 30 de julho de 2008

O cravo - B.B.M.


Era meados de Abril. Os raios de sol do verão ainda queimavam minha pele, o calor deixava meu corpo sempre aquecido, mas esta estação já estava quase tirando suas prolongadas férias periódicas. O outono estava para chegar. As árvores já tinham começado a enfeitar o chão com suas belas folhas, os cantos dos pássaros eram sinfonias diante de tanta tranquilidade e o vento acariciava toda essa beleza natural. As tardes traziam um doce pôr do sol e, logo após, uma noite silenciosa. Mas esse mês cheirava novidade. Ainda não conseguia distinguir o cheiro. Talvez fosse só as alfazemas de meu jardim, mas havia algo estranho ou, no mínimo, diferente. O aroma era distinto e muito agradável, e tinha a certeza que vinha do meu quintal. Meus olhos brilhavam, mas não conseguir desvendar tal surpresa maravilhosa. Conhecia minuciosamente cada fragrância das plantas que cultivava. Foi então que vi entre as rosas do meu jardim: um cravo. Ele era bastante discreto e tímido então se escondeu com vergonha. Mas suas bochechas rosadas não conseguiriam se ocultar por muito tempo de meus olhares. Não mesmo! O tempo foi se passando e uma amizade sólida e sincera foi se estabelecendo. Sentimentos como: carinho, respeito e consideração foram sendo construídos e a timidez se tornou preterida diante de tanta afinidade. O cravo era simplesmente quem me consolava quando a vida tentava me dá uma rasteira. Docemente, de forma educada, me sedia suas pétalas como lenço de papel. Era um verdadeiro gentleman. Não foi difícil me acostumar com tão adorável companhia. Havia criado até uma certa dependência, pois nele podia confiar. Com ele me sentia livre. Eu era simplesmente: EU. Não precisava esconder minha hiperativida em certos dias (ainda me olhava assustado, mas se divertia com minhas loucuras) e conseguia até mostrar minhas fraquezas, embora quisesse sempre me mostrar como uma fortaleza. Anos de aprendizado se passaram, mas um dia o cravo anunciou sua partida. Como sempre: tentei ser forte. Menti para mim mesmo e aproveitei nossos últimos dias como se o dia da partida jamais fosse chegar. Mas meu lado racional estava ciente de tudo. Era uma oportunidade ímpar de crescimento pessoal e profissional para meu amigo, e cada conquista sua era minha também. Vibrava com suas vitórias. Queria seu sucesso. Meu jardim não é mais o mesmo, mas ainda sinto teu perfume, assim como, todos que compartilharam de sua companhia sentirá. O atencioso cravou marcou minha vida e quando a saudade for tão grande que não couber mais em nossos peitos, simplesmente, um reencontro se fará indispensável. Espero que não demore, pois sinto muita falta de conversar com o amigo cravo. Uma verdadeira amizade nunca esquece!!!

Ass: Mandinha

terça-feira, 15 de julho de 2008

Música


No dia em que fui mais feliz
Eu vi um avião
Se espelhar no seu olhar até sumir
De lá pra cá não sei
Caminho ao longo do canal
Faço longas cartas pra ninguém
E o inverno no Leblon é quase glacial
Há algo que jamais se esclareceu
Onde foi exatamente que larguei
Naquele dia mesmo
O leão que sempre cavalguei
Lá mesmo esqueci que o destino
Sempre me quis só
No deserto sem saudade, sem remorso só
Sem amarras, barco embriagado ao mar
Não sei o que em mim
Só quer me lembrar
Que um dia o céu reuniu-se à terra um instante por nós dois
Pouco antes de o ocidente se assombrar
By: Cathy